Vestibular

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Passaram-se dezoito anos, ao menos quinze deles dentro de uma escola. Lá se aprendeu desde as coisas mais básicas, como as primeiras sílabas, até as equações mais complicadas da física e da química. Depois de muito custo, o adolescente está formado no ensino médio, e começa uma das partes mais cruciais da vida do jovem moderno – ir para a faculdade.

Desde que o vestibular foi oficializado em 1995 como o único método legal de ingresso em instituições de ensino superior no país – medida que buscava acabar com o nepotismo e outras formas de privilégio no ingresso à instituição – a rotina para o jovem que busca se qualificar no mercado tem sido a mesma. Muitos não conseguem passar pelo vestibular logo que tentam pela primeira vez e o famoso “cursinho” – ou curso preparatório pré-vestibular – rouba a cena.

O ingresso em uma universidade no Brasil, principalmente as públicas, é um sonho para muitos, e diante disso, um sonho muito concorrido. Entrar na universidade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, requer em média do candidato três anos a mais de estudo antes de se conseguir a tão sonhada vaga. Atualmente, porém, as universidades particulares também têm sido muito procuradas – e mais concorridas – diante do crescente poder aquisitivo da sociedade Brasileira.

O método do vestibular causa muita contraditória. Por um lado, instituições de ensino afirmam que dessa forma a seleção fica mais simplificada e, como mencionado, menos propensa a fraude.

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De outro, muitos afirmam que o exame deprecia o esforço do estudante em se empenhar durante toda sua vida escolar, e premia aqueles que tiveram “um dia bom”. Muitos clamam que o vestibular baseia-se na sorte de algumas questões serem aplicadas e outras não. Assim, haveria o fator sorte, onde talvez alunos menos preparados pudessem ter questões que eventualmente soubessem, enquanto alunos que estudaram mais por azar não tenham conhecimento.

Outro fator citado é a improdutividade do conteúdo aprendido. Os críticos do vestibular afirmam que diante de um exame que exige conhecimento em todas as áreas do estudante, não é levado em consideração se ele realmente é mais apto às ciências humanas, exatas ou biológicas.

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O que o governo tentou fazer nesse sentido foi à criação de um novo modelo de avaliação geral dos estudantes do ensino médio do país: o ENEM – o Exame nacional do ensino médio. A iniciativa surgiu a partir da intenção de criar um único exame para distribuir as vagas de todas as instituições de ensino do país de acordo com os melhores classificados.
Porém, não só houve pouca mudança em relação ao modelo de exame que acontece hoje com o vestibular, como o ENEM é vítima recorrente de falhas por parte do governo e de algumas fraudes.

Já muito aceito e cravado na cultura estudantil brasileira, pouco se espera de mudanças em relação ao vestibular, que tem tudo para continuar muito tempo como a forma de seleção dos alunos de ensino médio do país.

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