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Quatro atitudes para enfrentar a crise

Quatro atitudes para enfrentar a crise

O “remédio” que curará nosso país é amargo e cada cidadão tem que fazer sua parte nesse “tratamento”. Conheça quatro atitudes que serão capazes de definir seu sucesso ou fracasso neste novo ciclo desafiado

Quatro atitudes para enfrentar a crise

Quatro atitudes para enfrentar a crise

Até o ano passado tivemos quase duas décadas de uma ilusória bonança no nosso País. E como resultado hoje temos um baita desequilíbrio dos principais indicadores macroeconômicos: inflação crescendo muito mais do que o desejado, economia praticamente estagnada e taxa de câmbio muito instável.

Este cenário vem impactando dois importantes personagens econômicos. Os investidores, cada vez com menos confiantes no nosso país e mais freio de mão puxado. E os consumidores, com “poder de compra” diminuído, selecionando melhor seus gastos para não viver na inadimplência. Com investidores investindo menos e os consumidores consumindo menos, a crise se estende e não será superada em curto prazo.

Por essa razão, prefiro dizer que estamos atravessando um novo ciclo. A crise levará ao menos todo este ano de 2015 e grande parte de 2016. Nossa economia está passando por um macro ajuste para sanar as sequelas de uma série de decisões erradas tomadas anteriormente.

O “remédio” que curará nosso país é amargo e cada cidadão tem que fazer sua parte nesse “tratamento”. Então, seja você dono de uma empresa, funcionário contratado ou trabalhe por “conta própria”, vale a pena focar em quatro atitudes capazes de definir seu sucesso ou fracasso neste novo ciclo desafiador:

1 – Esteja mais próximo do que nunca dos seus clientes – Esta não é a hora de cortar verba de publicidade e se afastar da mente dos clientes. É o momento de se mostrar, de ganhar relevância, de adequar produtos/serviços às necessidades que o mercado exige. Quem não estiver junto dos clientes, arrisca-se a ser esquecido.

2 – Desenvolva pessoas – Um erro muito comum em tempos de crises é diminuir a verba de treinamento. Este sim é um belo tiro no pé. Capacite as pessoas que trabalham na sua empresa ou equipe, ofereça um verdadeiro significado para que todos atuem de forma mais propositiva e comprometa-os com os desafios da empresa. E lembre-se sempre: as pessoas compõem o “motor” de uma empresa. Se elas não estiverem satisfeitas, não sairemos do lugar.
3 – Tenha olho vivo nos custos invisíveis – Dê especial atenção à estrutura de custos da empresa. O custo da improdutividade, da perda de tempo, das reuniões desnecessárias e da falta de foco é muito mais alto do que se imagina. Num momento em que os custos do nosso país estão elevadíssimos, temos que fazer mais por menos. Não podemos ser complacentes com estes custos só porque eles não habitam as planilhas financeiras – mesmo que para extingui-los seja necessário “readequar” a cultura organizacional.

4 – Reinvente produtos e serviços – Já que não podemos aumentar os preços do que ofertamos na mesma proporção que crescem os custos da nossa economia, a alternativa é inovar para que a margem de lucro não diminua. Ouça o que o cliente tem a dizer, pratique a cocriação e agregue novos valores ao que a empresa oferece. Não veja a crise como algo unicamente negativo, pense “fora da caixa” e aproveite todas as oportunidades.

O caminho para superarmos este novo ciclo não é optarmos pelo muro das lamentações ou procurarmos bodes expiatórios. Temos que entender a realidade que nos envolve, superar os ajustes inevitáveis e manter nossas empresas acessas.

Não é o momento de sermos pessimistas nem tampouco otimistas. É a hora de nos mantermos bem informados, adotarmos uma série de precauções (como as que sugeri acima) e continuarmos sonhando com o futuro do nosso país, mas com os pés muito bem fincados no chão.

É o momento de assumirmos as rédeas do nosso destino e seguirmos em frente com foco, determinação e perseverança. E acredite: vamos sair dessa! É só uma questão de tempo…

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