Dois Obituários

“Escreve dois obituários para ti mesmo: um, aquele que gostarias de ter quando morresses, e o outro aquele que tu pensas que terás, se continuares com a tua vida como agora.” – Roz Savage

Esta mulher extraordinária remou, cumulativamente, durante mais de 8 mil milhas, durante 312 dias, sozinha. Achas que isto é normal? Claro que não! A mulher é louca! Tinha um emprego seguro como consultora, um dia escreveu os tais dois obituários e reparou que estava a desperdiçar a vida fazendo aquilo que não queria.

A sua viagem através do atlântico foi épica. Quebrou um remo. O que fazer sem um remo, quando os remos são a única força propulsora? Tendinites, outros problemas físicos e exaustão não a fizeram desistir sabes porquê?

Porque, conforme as suas próprias palavras, continuar era a única forma de sair dali, ela tinha-se colocado numa situação sem saída e sem opção.

Isso fê-la chegar a Antigua, vitoriosa. Escolheu uma aventura, preparou-se, profissionalizou-se, e partiu, sem opções que não fossem chegar ao outro lado do Atlântico.

Será que o teu sonho está a 5 mil quilómetros? Se tiveres um veículo capaz de te colocar lá, investires tempo e dinheiro na tua preparação e te tornares um profissional, se, uma vez iniciada a jornada, a desistência não for uma opção, então seguramente chegarás lá.

Mas se começares a pensar na idiotice que é tudo isto, naquilo que o teus amigos te querem dizem quando dizem “não és mais que os outros, o que te leva a pensar que poderias alguma vez conseguir esse objectivo?”, no que tu dizes a ti mesmo no momentos difíceis quando pensas no aconchego da mediocridade da maioria.

Escreve os teus dois obituários, ou os teus dois elogios fúnebres. O que dirão de ti se não perseguires o teu sonho de liberdade? O que dirás tu de ti mesmo?

Terá valido a pena passar uns anos neste mundo?

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